CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO
Decreto-Lei Nº 5.452, de 1º de Maio de 1943.
Artigo 21
(Revogado pela Lei nº 13.874, de 2019)

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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

Artigo 21 da CLT: Entendendo as Exceções à Jornada de Trabalho

O artigo 21 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é fundamental para compreender as situações em que o tempo de serviço do empregado não é computado na jornada de trabalho. Ele estabelece exceções importantes à regra geral, que determina que todo o tempo em que o empregado estiver à disposição do empregador será considerado tempo de serviço.

O que o Artigo 21 Diz?

Basicamente, o artigo 21 lista algumas atividades que, mesmo ocorrendo durante o horário de trabalho, não são consideradas tempo de serviço efetivo para fins de contagem da jornada. São elas:

  • Atividades que, por sua natureza, não exijam a presença do empregado em serviço: Isso significa que se o empregado tem a liberdade de realizar certas tarefas em outro local ou horário, e a empresa não o obriga a estar presente, esse tempo não será computado como hora extra ou parte da jornada regular.
  • Períodos de descanso, refeição e outras necessidades fisiológicas: As pausas para descanso, alimentação e outras necessidades naturais do ser humano, quando realizadas fora do local de trabalho ou em momentos que não configurem efetiva prestação de serviço, não entram na contagem da jornada.
  • Atividades que o empregado possa realizar no horário que lhe for mais conveniente: Se o empregado tem autonomia para escolher quando realizar determinadas tarefas, sem a supervisão ou controle direto do empregador, o tempo despendido nelas pode não ser considerado tempo de serviço.

Objetivo do Artigo 21

O objetivo principal do artigo 21 é diferenciar o tempo em que o empregado está efetivamente à disposição do empregador (e, portanto, prestando serviço) do tempo em que ele tem liberdade ou autonomia para realizar suas atividades ou descansar. A ideia é evitar que o empregador tenha que remunerar ou computar como jornada de trabalho períodos em que o empregado não está cumprindo suas obrigações laborais sob sua supervisão direta.

Importância e Aplicações Práticas

A correta interpretação e aplicação do artigo 21 são cruciais para:

  • Evitar Passivos Trabalhistas: O descumprimento das regras de contagem de jornada pode levar a reclamações trabalhistas por horas extras não pagas ou não devidamente computadas.
  • Estabelecer Acordos Claros: As empresas devem ter políticas claras sobre quais atividades são consideradas tempo de serviço e quais não são, especialmente em modelos de trabalho flexíveis.
  • Garantir a Previdência Social: A correta contagem da jornada impacta o cálculo das contribuições previdenciárias.

Considerações Importantes:

  • Interpretação Restritiva: Em geral, a jurisprudência tende a interpretar esse tipo de exceção de forma restritiva, buscando sempre proteger o direito do trabalhador.
  • Controle e Fiscalização: A chave para determinar se um período se enquadra no artigo 21 é a análise se o empregado estava ou não sob a disposição e controle do empregador. Se há subordinação, mesmo que a atividade não exija presença física contínua, pode ser computada.
  • Convenções e Acordos Coletivos: É importante verificar se convenções coletivas de trabalho ou acordos individuais estabelecem regras específicas sobre a contagem de jornada, que podem trazer nuances à interpretação do artigo 21.

Em suma, o artigo 21 da CLT traz regras específicas sobre o que não é considerado tempo de serviço efetivo, com o objetivo de delimitar a jornada de trabalho e garantir que apenas o tempo de efetiva prestação de serviço sob o controle do empregador seja computado.